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Como evitar e manejar a tiguera ou milho RR voluntário

112 vizualizações | Postado em 6 de junho de 2018 Thumb 2 evitar manejo - Como evitar e manejar a tiguera ou milho RR voluntário

Com o objetivo de obter alta produtividade e rentabilidade, é comum a sequência de cultivos nos sistemas extensivos de produção agrícola implantados no Brasil, como o caso do plantio de soja seguido pelo cultivo de milho safrinha. Nesse cenário, o surgimento do milho tiguera tem se tornado uma ocorrência frequente durante a produção de soja, graças a sua tolerância ao glifosato. Dados da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) demonstram que o milho voluntário pode reduzir em até 50% a produtividade da soja, quando há duas ou três plantas por metro quadrado, devido a matocompetição.

Fatores que podem definir a quantidade de plantas de milho voluntária na cultura da soja:
– Qualidade do plantio.
– Condução da cultura de milho.
– Qualidade da colheita.

Quanto melhor for a execução dessas operações, menos plantas de milho voluntárias podem surgir durante as culturas sucessoras. No entanto, quando são identificadas, o manejo apropriado dessas plantas possibilita um menor risco de perda de produtividade.

O que são as tigueras ou milhos RR voluntários

Seu aparecimento está diretamente ligado ao transporte de grãos e manejo inadequado de herbicidas, mas principalmente com perdas de colheita que resultam na queda de grãos ou espigas de milho no solo. Quando são depositados no solo, o contato desses grãos com a umidade inicia o processo de germinação e emergência de milhos tiguera de forma sincronizada com a soja.

Essas plantas, que apresentam tolerância à ação do glifosato, são capazes de competir com a cultura da soja por luz, água e nutrientes, além de servirem de abrigo para insetos-praga e doenças que acarretam grandes riscos para a lavoura. No futuro, o desenvolvimento do milho tiguera pode afetar também a operação da colheita.

Como evitar o surgimento de tigueras e manejar as existentes

O manejo de plantas daninhas na cultura de soja compreende não só o controle de espécies normalmente identificadas como daninhas, mas também o controle dessas plantas voluntárias, que podem infestar a cultura.

Desde a realização da dessecação antecipada, até o uso correto da semeadora e seus componentes ao plantio direto, a adoção de boas práticas de cultivo evita o surgimento de tigueras. Realizar uma boa colheita, cuidando para diminuir o percentual de perdas de grãos também é uma boa forma de evitar a germinação das tigueras na cultura seguinte.

Em lavouras que já tenham a presença de tigueras, é preciso controlar o problema a partir da semeadura da soja, de preferência quando as plantas voluntárias ainda estão pequenas (estádios V2 e V3). Para esse manejo, são recomendados herbicidas que apresentem mecanismo de ação diferentes do glifosato. O uso de graminicidas em pós-plantio da soja, pré e pós-emergência da tiguera é a alternativa mais empregada e eficiente para o controle do milho voluntário.

Lembrete

É possível planejar toda a lavoura, com o objetivo de evitar tiguera. Por isso, opte sempre por híbridos adaptados para a sua região. O manejo nutricional adequado e balanceado, manejo de doenças, colheita no momento correto, velocidade de colheita e regulagem da colhedora também fazem parte dessa estratégia. A realização de dessecação antecipada e a utilização de boas práticas de cultivo são indispensáveis para a redução do surgimento de tigueras dentro da lavoura de soja.

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