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Manejo de inseticida em área de refúgio: tudo o que você precisa saber

1K vizualizações | Postado em 5 de outubro de 2018 uberlandia ctr 2 780x470 - Manejo de inseticida em área de refúgio: tudo o que você precisa saber

É preciso desmistificar a ideia de que áreas de refúgio não podem ser rentáveis. Com o manejo correto, além de produzir mais, o agricultor colabora para a preservação da biotecnologia no campo.

Ao contrário do que muitos agricultores imaginam, a recomendação de manejo de pragas para as áreas de refúgio de milho, que deve ser de 10% da cultura total composta por híbridos não Bt, é a mesma que para o restante da lavoura. Esse manejo protege a lavoura não Bt e evita que o agricultor sofra perdas de produtividade por conta do ataque de pragas.

Porém, se vamos falar de manejo, devemos falar de Manejo Integrado de Pragas (MIP). Trata-se de uma das principais ferramentas para o incremento de produtividade e proteção da biotecnologia em campo. E um bom MIP começa com atitudes preventivas e o monitoramento da lavoura a partir da emergência até em V6, segundo o IRAC, para milho utilizado em refúgio.

Sobre como realizar um manejo preventivo, Bárbara Tagliari, Gerente de Inseticida para Milho, traz o tratamento de sementes como um suporte do MIP: “O tratamento de sementes tem proteção contra pragas iniciais. Junto com a dessecação antecipada com inseticidas, essas são práticas fundamentais para o sucesso da lavoura”.

Partindo para o monitoramento, Bárbara explica uma das formas de fazer: “Selecionar um talhão ou uma área, definindo quatro pontos aleatórios. Monitore entre 25 plantas em linha reta, contando o número de plantas com raspagens ou furos no cartucho”.

Bárbara reforça que o milho é uma cultura sensível, principalmente em suas fases iniciais, inclusive os híbridos destinados ao refúgio. Identificado o nível de dano econômico causado pela praga, Bárbara explica que as aplicações devem seguir um racional: “É preciso conhecer o histórico de pragas da área, saber qual praga está na lavoura e identificar a porcentagem de danos. O gatilho da aplicação pode variar de 5 a 20% de plantas atacadas de acordo o clima e estágio da cultura”.

A agrônoma explica que realizar aplicações baseadas em dados é muito mais econômico para o agricultor: “Hoje muitos produtores fazem a aplicação calendarizada, para evitar grandes riscos. O monitoramento é mais interessante, pois permite identificar a praga, ajustar a dose e o produto correto, realizando a rotação de princípios ativos. Resumindo: aplica-se uma menor quantidade de inseticidas se comparada à aplicação calendarizada”.

Sendo o Brasil um país tropical, com um clima que oferece melhores condições de reprodução para as pragas, as recomendações de Manejo Integrado de Pragas podem aumentar a sustentabilidade do campo, e é importante continuar investindo em bons produtos e tecnologia, para continuar produzindo com qualidade.

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Comentários

  1. Edilson gevieski disse:

    Gostaria de plantar milho sem trangenia mas não concegui semente é muito dificel tem sementes mas as comuns hibrido falam q não tem mais é preocupante.

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ADVERTÊNCIA: Os agrotóxicos são produtos perigosos à saúde humana, animal e ao meio ambiente. Antes de manuseá-los, leia atentamente e siga rigorosamente as recomendações contidas no rótulo, na bula e no receituário agronômico. Utilize sempre os equipamentos de proteção individual. nunca permita o manuseio de agrotóxicos por menores de idade. Descarte corretamente as embalagens e os restos dos produtos. não reutilize as embalagens vazias. Informe-se sobre aimportância do manejo integrado de pragas.

CONSULTE SEMPRE UM ENGENHEIRO AGRÔNOMO. VENDA SOB RECEITUÁRIO AGRONÔMICO.