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Pragas

Percevejo barriga-verde (Dichelops ssp.) na cultura do milho safrinha

875 vizualizações | Postado em 20 de junho de 2017

Percevejo barriga-verde

Introdução

Da classe Heteroptera: Pentatomidae, os percevejos são insetos sugadores, que introduzem o estilete no substrato da planta para se alimentarem. Eles sugam várias estruturas da planta, porém as sementes e os frutos são os preferidos para sua alimentação.

Na cultura do milho, as espécies de percevejos barriga-verde, pertencentes ao gênero Dichelops, são pragas muito preocupantes, e estão demandando atenção especial por parte dos produtores. Por serem pragas de fases iniciais, exigem maior eficiência do manejo, devido ao alto potencial de prejuízo e dificuldade no controle.

Regiões de maior concentração de D. melacanthus e furcatus no Brasil.

O ciclo biológico do ovo ao adulto desta praga, completa-se em 45 dias. Tanto as ninfas quanto os adultos, sugam a seiva das plantas (PANIZZI, 1985).

Fonte: dos insetos (Natasha Wright). Adaptado por MDR AG PRNA Boiko, Andrey

Sintomas

A principal diferença entre as injúrias de percevejos barriga-verde e de Spodoptera e Diabrótica é a formação do halo amarelo na circunferência do furo, causado pela toxina injetada pelo percevejo no momento da alimentação (Figura 2).

Figura 2: Comparação entre as injúrias de percevejo barriga-verde, Spodoptera e Diabrótica.

Fonte: Rodolfo Bianco e M.J. Batistela, 2011

Controle

O tratamento de sementes é fundamental para o manejo da praga. Porém, em condições de média e alta infestação, o monitoramento é fundamental para definir o momento da aplicação do inseticida com registro para aplicação na parte aérea.

• Redução populacional:

– Inseticida na dessecação ou pós-plantio.

– Controle de plantas daninhas.

– Redução de perdas na colheita.

• Tratamento de Sementes Industriais (TSI):

– Em casos de alta infestação, a melhor alternativa é o TSI, associado a inseticida registrado para aplicação na parte aérea da cultura, até no máximo uma semana após a emergência (ALBURQUERQUE et al., 2006).

• Evitar aplicações nos períodos em que a praga está abrigada: – À noite.

– Dias chuvosos ou logo após chuva.

– Temperaturas amenas ou frio.

• Em áreas com presença de plantas daninhas ou farta palhada de soja (ambiente de safrinha), a aplicação deve ser mais frequente.

• As possíveis diferenças entre germoplasmas não dispensam o monitoramento e controle complementar.

• Controlar até V4.

• Perdas na colheita da soja:

-“Durante a colheita da soja, os grãos caídos no solo, associados à presença de ervas daninhas, em especial trapoeraba, têm favorecido o aumento de populações do percevejo, por constituírem excelente alimento na entressafra.”

-“Portanto, reduzir as perdas na colheita da soja e garantir um efetivo controle de plantas daninhas são fatores relevantes na regulação da população da praga. ” (BIANCO, 2005)

• É recomendada, se possível, a dessecação com inseticida sobre a palhada em horário de temperatura mais amena (BIANCO, 2005). O tratamento de sementes com o grupo químico neonicotinóide, associado ao monitoramento do inseto e aplicação de inseticidas específicos na fase inicial, é crucial para o sucesso da lavoura. Aplicações de inseticidas em 10-15 dias após a emergência das plantas se mostram ineficazes.

• É importante destacar que as biotecnologias atuais em milho não controlam o percevejo.

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