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Pragas

Diabrotica Speciosa: A principal praga do solo

422 vizualizações | Postado em 20 de junho de 2017

A Diabrotica Speciosa

É muito comum que os agricultores se preocupem com as principais  espécies de pragas aéreas das lavouras. Com danos visíveis,  o monitoramento é, normalmente, mais fácil e a tomada de decisão  pode ser imediata. Mas e quando a praga vem de baixo da terra  e os danos são perceptíveis apenas em estágios muito avançados?  Esse é o caso da Diabrotica speciosa , principal praga de solo da cultura  do milho. Em fase larval, o inseto se alimenta das raízes da planta  do milho e gera danos irreparáveis, o que representa grande impacto econômico para os produtores.

A Diabrotica speciosa

Durante sua fase adulta, a Diabrótica é conhecida por nomes como “Vaquinha”, “Patriota” e “Brasileirinho”. Facilmente reconhecida no campo, sua aparência é marcada pelas cores verde e amarela nas asas e a cabeça de cor tijolo. Em fase larval, período em que o inseto mais causa danos a cultura, a Diabrótica é chamada de “larva-alfinete”. Com preferência por milho, essa praga se alimenta também de soja, batata, algodão, feijão e hortaliças.

Biologia do inseto

O ciclo e a biologia da Diabrótica são influenciados por fatores ambientais e podem ser diferentes de acordo com a região do Brasil. A alimentação desse inseto interfere na sua produção de ovos. Quando se alimenta de feijão, por exemplo, essa praga chega a produzir até seis vezes mais ovos do que quando se alimenta de milho.

Para ovopositar, a Diabrótica prefere solos escuros, com alta umidade e maior teor de matéria orgânica e argila, o que garante a sobrevivência das larvas no campo. Entre todas as culturas, o milho é a principal para ovoposição desse inseto. A temperatura também afeta diretamente a fisiologia da praga em fase adulta ou imatura. Na faixa de 18º a 32º, a sobrevivência dos ovos vai de 70% a 80%. Nesse cenário, o número de dias do ciclo total do inseto pode variar de 2 a 3 meses.

O ciclo

Ovoposição das fêmeas: dentro de 28 e 52 dias, o inseto pode gerar de 400 a 1011 ovos.
Eclosão dos ovos: pode ocorrer entre  3 e 13 dias.
Fase larval: em até 30 dias, o inseto passa  por três instares.
Pupa: de 7 a 17 dias.

Impacto econômico

Em fase adulta, a Diabrótica se alimenta  das folhas da planta do milho, mas não causa danos expressivos. O problema maior ocorre durante sua fase larval. Após a ovoposição  no solo da lavoura, o principal alimento da larva  é a raiz do milho. Essa ação predatória reduz  o potencial do sistema radicular da planta,  que perde a capacidade de absorver água  e os nutrientes do solo, essenciais para  o desenvolvimento da sua produtividade. Em estágios de maior infestação da praga,  as raízes ficam tão defasadas que a planta não consegue se manter em pé. Nessas condições, se a planta for exposta a alta umidade ou  a ventos fortes, pode ocorrer o tombamento  ou acamamento. Após a queda, quando a planta se levanta por esforços da raiz, fica evidente o sintoma de “pescoço-de-ganso”, principal indicador de ataques da “larva-alfinete”.

Manejo desafiador 

As ferramentas do Manejo Integrado de Pragas (MIP) são indispensáveis para a identificação  e controle da Diabrótica em fase adulta.  Se a praga for encontrada em altas populações, o volume de postura também pode ser elevado,  o que representa o desafio para proteger  a lavoura desse inseto. Quando as larvas estão no solo, se alimentando do sistema radicular da planta, não existe nenhuma forma  de controle químico que seja eficaz e com  baixo custo. Hoje, aliando germoplasma e biotecnologia,  é possível proteger a raiz da planta. O VT PRO3® é a única tecnologia disponível no mercado capaz de proteger o potencial produtivo  do híbrido, dando proteção da raiz à espiga.

Para mais informações, acesse:
vtpro3.tecnologiasvtpro.com.br

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Comentários

  1. NATALIA DAULLY ALCANTARA DOS SANTOS disse:

    conteúdo super claro, gostei muito tenho certeza que irá facilitar na apresentação do meu trabalho da matéria de (MANEJO AGROECOLÓGICO DE PRAGAS E DOENÇAS).

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