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RESISTÊNCIA

“A resistência de plantas daninhas a herbicidas é definida como a capacidade natural e herdável de determinados biótipos, dentro de uma população, de sobreviver e se reproduzir após a exposição a doses de herbicidas que seriam letais a indivíduos suscetíveis da mesma espécie.” (Christoffoleti & López-Ovejero, 2008).

Todo e qualquer herbicida está sujeito a selecionar populações de plantas daninhas resistentes, um fenômeno que ocorre naturalmente. Mas, os herbicidas não provocam a resistência, apenas selecionam os biótipos resistentes já presentes dentro de uma população da mesma espécie de planta daninha, nas áreas agrícolas, devido ao seu uso continuado.

Clique na linha do tempo abaixo para saber mais sobre o histórico de resistência de plantas daninhas.

Os primeiros relatos foram realizados no fim da década de 50, com uma forma selvagem de cenoura – Daucus Carota, não sendo mais controlada pelo 2,4-D.

Em 1964 observou-se que plantas de Senecio Vulgaris, Chenopodium Album e Amaranthus Retroflexus não estavam mais sendo controladas por triazinas, mesmo usando-se doses elevadas, após 7 ou 8 anos de boa eficiência, nas mesmas áreas. O fato alertou especialistas, sendo estabelecido o conceito de resistência, fenômeno que também passou a ser observado em outras plantas, com outros tipos de produtos.

Os primeiros relatos de resistência de plantas daninhas aos herbicidas inibidores de ALS (Latifolicidas), ocorreram na década de 1990.

O primeiro caso de planta daninha resistente ao glifosato levou aproximadamente 25 anos para ser registrado no Brasil aparecendo em 2003 com a planta daninha Lollium Multiflorum (Azévem).

No campo, uma comprovação da ocorrência de biótipos resistentes a um herbicida só se obtém após dois ou três anos de observação, pois inúmeros fatores podem afetar a eficiência numa safra.

É importante salientar que a resistência deve ser considerada como a causa possível quando todos os outros fatores tenham sido eliminados. Sendo assim, é importante realizar uma observação cuidadosa de alguns fatores a campo para que qualquer redução na eficiência do herbicida possa ser detectada.

Entre as informações a serem levantadas destacam-se:

  • Definição de Resistência de Plantas Daninhas;
  • Confirmação por meio de resultados obtidos por protocolos com base científica;
  • Caracterização da herdabilidade da resistência da planta daninha ao herbicida;
  • Demonstração do impacto prático no campo da resistência da planta daninha ao herbicida;
  • Identificação botânica da espécie da planta daninha em análise, e não como resultado de uma seleção deliberada/artificial.

Uma confirmação definitiva deve ser obtida seguindo os critérios definidos pelo SBCPD/HRAC-BR* (Gazziero, Galli, Karam, 2008).

Os casos relatados e registrados de resistência de um biótipo de planta daninha a herbicidas deverão atender os seguintes critérios fundamentais:

  • Herbicida utilizado (modo e mecanismo de ação);
  • Planta daninha (espécie, tipo de planta daninha, estádio de desenvolvimento no momento da aplicação, fluxos de germinação, nível de infestação elevada);
  • Fatores relacionados a tecnologia de aplicação do herbicida (bicos, pressão, velocidade, manobras, etc.);
  • Condições meteorológicas (regime de chuvas e temperatura);
  • Condições edáficas (umidade, preparo, sorção, práticas agrícolas);
  • Dados da cultura;
  • Tipo de plantio. Assim, após o correto diagnóstico e depois de eliminadas todas as possibilidades de falha, pode-se suspeitar da incidência de um biótipo resistente (CBRPH, 2000).

 

Fontes:

Aspectos de Resistência de Plantas Daninhas a Herbicidas – Christoffoleti, J. Pedro; Ovejero, L. Ramiro; Nicolai, Marcelo; Vargas, Leandro, Carvalho, J.P. Saul ; Cataneo, C. Ana; Carvalho, C. José; Moreira, S. Murilo – 2008

CBRPH (Comitê Brasileiro de Resistência de Plantas a Herbicidas). Resistência de plantas daninhas a herbicidas. É melhor prevenir do que remediar. Londrina: SBCPD, 2000. 32 p.

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